Biodiesel é o nome de um combustível diesel baseado em óleo vegetal ou gordura animal que consiste em ésteres de ácidos gordos, ésteres alquila (metila, etila ou propila) de ácidos carboxílicos de cadeia longa. É um combustível renovável e biodegradável, obtido com um ente a partir da reacção química de lipídos, óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador (reacção conhecida como transesterificação). Pode ser obtido também pelos processos de craqueamento e esterificação. O biodiesel é feito com destino de ser usado em motores diesel padrão sendo assim, portanto, distinto dos óleos vegetais e resíduos usados para motores a combustível diesel convertidos e substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclo diesel automotivos (de camiões, tractores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de electricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. O biodiesel pode ser usado sozinho ou misturado com o diesel derivado de petróleo. Vantagens:
É uma energia renovável. As terras cultiváveis podem produzir uma enorme variedade de oleaginosas como fonte de matéria-prima para o biodiesel.
É constituído por carbono neutro, ou seja, o combustível tem origem renovável ao contrário da fóssil. Desta forma, sua obtenção e queima não contribuem para o aumento das emissões de CO2 na atmosfera, anulando assim o balanço de massa entre emissão de gases dos veículos e absorção dos mesmos pelas plantas.
Possui um alto ponto de ebulição, conferindo ao biodiesel manuseio e armazenamento mais seguros.
Apresenta excelente lubricidade, facto que vem ganhando importância com o advento do diesel derivado do petróleo, de baixo teor de enxofre, cuja lubricidade é parcialmente perdida durante o processo de produção.
Contribui para a geração de empregos no sector primário. Com isso, evita o êxodo do trabalhador no campo, reduzindo o aumento populacional das grandes cidades e favorecendo o ciclo da economia autosustentável essencial para a autonomia do país.
Com a incidência de petróleo em poços cada vez mais profundos, muito dinheiro esta a ser gasto na sua prospecção e extracção, o que torna cada vez mais dispendiosa a exploração e refino das riquezas naturais do subsolo, havendo então a necessidade de se explorar os recursos da superfície, abrindo assim um novo ramo de mercado, e uma nova oportunidade de uma aposta estratégica no sector primário.
Nenhuma modificação nos actuais motores do tipo ciclo diesel faz-se necessária para misturas de biodiesel com diesel de até 20%, sendo que percentuais acima de 20% requerem avaliações mais elaboradas do desempenho do motor.
Desvantagens:
Não se sabe ao certo como o mercado irá assimilar a grande quantidade de glicerina obtida como subproduto da produção do biodiesel (entre 5 e 10% do produto bruto). A queima parcial da glicerina gera acroleína, produto suspeito de ser cancerígeno.
No Brasil e na Ásia, plantações de soja e dendê, cujos óleos são fontes potencialmente importantes de biodiesel, estão a invadir florestas tropicais que são importantes áreas de biodiversidade. Muitas espécies poderão deixar de existir em consequência do avanço das áreas agrícolas, entre as espécies, podemos citar o orangotango ou o rinoceronte-de-sumatra.
A produção intensiva da matéria-prima de origem vegetal leva a um esgotamento das capacidades do solo, o que pode ocasionar a destruição da fauna e flora, aumentando portanto o risco de erradicação de espécies e o possível aparecimento de novos parasitas, como o parasita portador do vírus da Malária.
O balanço de CO2 do biodiesel não é neutro, mesmo sendo inúmeras vezes menos emissor de CO2 que o diesel de petróleo, se for levado em conta a energia necessária à sua produção, mesmo que as plantas absorvam o carbono da atmosfera: é preciso ter em conta a energia necessária para a produção de adubos, para a locomoção das máquinas agrícolas, para a irrigação, para o armazenamento e transporte dos produtos.
Prevê-se que poderá haver uma subida nos preços dos alimentos, ocasionada pelo aumento da demanda de matéria-prima para a produção de biodiesel. Como exemplo, pode-se citar alguns fatos ocorridos em Portugal, no início de Julho de 2007, quando o milho era vendido a 200 euros por tonelada (152 em Julho de 2006), a cevada a 187 (contra 127), o trigo a 202 (137 em Julho de 2006) e o bagaço de soja a 234 (contra 178). O uso de algas como fonte de matéria-prima para a produção do biodiesel poderia poupar as terras férteis e a água doce destinadas à produção de alimentos.
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